Operação Satélite

PF deflagra operação e cumpre mandados no Palácio de Karnak, Seinfra e Seduc

A operação acontece na manhã desta quarta-feira (25), com o cumprimento de aproximadamente 19 mandados na capital.

25/09/2019 08h28Atualizado há 3 semanas
Por: Nichollas Castro
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A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (25), a Operação Satélite em Teresina. A ação cumpre mandados de busca e apreensão no Palácio de Karnak.

De acordo com as primeiras informações da PF, aproximadamente 19 mandados devem ser cumpridos. A operação tem como objetivo investigar desvio de recursos e corrupção no transporte escolar.

Agentes da Polícia Federal e Controladoria-Geral da União estão em vários departamentos do Governo do Estado e que foi feita apreensão de dinheiro em espécie. Na Secretaria da Infraestrutura do Estado do Piauí (Seinfra) os alvos são os documentos e licitações.

Confira a nota da PF na íntegra:

A Polícia Federal, em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU) e o Ministério Público Federal (MPF), deflagra na manhã de hoje (25/09) a segunda fase da Operação Topique*, denominada Operação Satélites**, para investigação dos crimes de corrupção ativa, corrupção passiva, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes de licitação praticados por gestores públicos da Secretaria de Educação do Estado do Piauí (Seduc) e por empresários contratados para prestação de serviço de transporte escolar.

Cerca de 80 Policiais Federais e 10 auditores da CGU dão cumprimento a 19 mandados de busca e apreensão, sendo 18 em Teresina e um em Luís Correia, expedidos pela 3ª Vara da Seção Judiciária Federal em Teresina. Também foi determinado o bloqueio de bens imóveis e de ativos financeiros dos principais envolvidos.

Segundo as investigações, empresários do setor de locação de veículos e agentes públicos atuam em conluio para fraudar licitações e celebrar contratos de transporte escolar com sobrepreço. Os serviços são prestados com superfaturamento mínimo de 40%, causando prejuízo a recursos do Fundeb e do Programa Nacional de Transporte Escolar - PNATE. Somente nos contratos celebrados a partir de dois processos licitatórios fraudados, cálculos da CGU demonstram o desvio de pelo menos R$ 50 milhões.

Os inquéritos policiais instaurados a partir dos documentos apreendidos na primeira fase da operação Topique revelam ainda o pagamento de vantagens indevidas a servidores públicos lotados em cargos estratégicos da Seduc. De acordo com as investigações, o pagamento de propinas ocorre pela entrega de valores em espécie e pela transferência gratuita de veículos e imóveis. Enquanto muitos estudantes são transportados em condições precárias, os envolvidos ostentam bens móveis e imóveis de luxo.

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