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Piauí Coronavírus

Luzilândia, Joca Marques, Madeiro e Matias Olímpio estão entre as cidades mais vulneráveis a contágios da covid-19

Luzilândia entre dez municípios mais vulnerários a foco de contágios

12/05/2020 11h21
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Por: Nichollas Castro Fonte: Cidade Verde
Luzilândia, Joca Marques, Madeiro e Matias Olímpio estão entre as cidades mais vulneráveis a contágios da covid-19

Estudo realizado pela Sudene (Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste) aponta que 10 municípios do Piauí estão mais vulneráveis, segundo indicadores de proximidades a focos de contágios da covid-19. (veja lista a baixo)

A pesquisa leva em conta quatro dimensões de vulnerabilidade: fator social, grupos de risco, acesso a equipamentos de saúde e proximidade a focos de contágios.

Dez municípios mais vulnerários a foco de contágios:

Teresina
Matias Olímpio
Madeiro
Campo Largo do Piauí
Piracuruca
Miguel Alves
Porto
Luzilândia
São João do Divino
Joca Marques

Veja pesquisa aqui

Municípios piauienses estão na lista geral dos dez que menos têm acesso a equipamentos de saúde dentre os 1.974.

“Os resultados do estudo podem ser úteis para auxiliar na distribuição de recursos e testagem do covid-19. É também um alerta a respeito da concentração dos serviços de saúde mais complexos nas capitais. É fato que houve propagação interiorizada do coronavírus, o que pode pressionar o sistema de saúde das capitais, uma vez que as cidades intermediárias do interior do Nordeste normalmente só oferecem serviços de baixa e média complexidade”, diz Robson Brandão, coordenador-geral de Estudos, Pesquisas, Tecnologia e Inovação da Sudene.

O estudo foi feito em parceria com o engenheiro Rodolfo Benevenuto, PhD pela Trinity College Dublin. Intitulado “Análise multicritério da vulnerabilidade a pandemia de COVID-19 na região Nordeste do Brasil”.

Os autores destacam que “os resultados apontam forte tendência de vulnerabilidade multidimensional em quatro agrupamentos territoriais de larga extensão ao redor dos arranjos de Fortaleza (CE), Mossoró (RN), Recife (PE), João Pessoa (PB), Juazeiro (BA), Petrolina (PE) e São Luís (MA)”. O trabalho chama a atenção para um cenário onde estados como Ceará e Pernambuco já estão na iminência de apresentar ocupação máxima dos leitos hospitalares dedicados ao coronavírus e ao fato de estudos apontarem que as regiões Norte e Nordeste correm um risco de serem mais impactadas pelo surto por terem uma população mais vulnerável.

Outro aspecto levado em consideração é que além dos impactos na saúde pública, também são esperados efeitos negativos relacionados à vulnerabilidade social. O estudo cita que o Banco Mundial estima que o impacto econômico da pandemia de Covid-19 pode resultar em mais de 2,7 milhões de pessoas voltando a viver abaixo da linha de pobreza apenas na América Latina e no Caribe.

Os autores ressaltam que as políticas de enfrentamento ao Covid-19 devem considerar a larga amplitude da vulnerabilidade social no Nordeste, pois os índices de extrema pobreza vêm crescendo nos últimos 4 anos e a maior parte dessa população de baixa renda encontra-se na Região, de acordo com o IBGE. Robson Brandão e Rodolfo Benevenuto ressaltam, ainda, que estudos epidemiológicos baseados na experiência de disseminação de outros tipos de vírus no Brasil (Aids, Dengue e Zika) revelam que fatores relacionados à vulnerabilidade social (renda, saneamento básico, escolaridade) são fortes determinantes na velocidade de propagação do vírus. Segundo a publicação, “os municípios apontados como prioritários nessa dimensão de vulnerabilidade requerem não apenas políticas públicas de cunho social, mas também de políticas sanitárias que visem conter a velocidade de alastramento do novo coronavírus.

As pesquisas revelam que a busca por atendimentos de alta complexidade por pessoas que moram em cidades do interior demanda viagens que levam, em média, 155 km, e a demanda por esses serviços de saúde nas capitais será crescente e com potencial de colapsar o sistema de saúde. O estudo aponta que “o incremento de equipamentos de saúde em municípios classificados como centro de regiões intermediárias poderia aliviar a demanda concentrada nas capitais estaduais”.

Com relação aos municípios de influência regional, como Caruaru (PE), Sobral (CE), Petrolina (PE), Juazeiro (BA), Itabuna(BA), Feira de Santana (BA), Campina Grande(PB) e Mossoró (RN), ficou constatado que eles apresentam maior vulnerabilidade multidimensional que as capitais de seus respectivos estados, evidenciando “um iminente risco de sobrecarga nos equipamentos de saúde de tais municípios, tendo em vista a demanda adicional oriunda de municípios do entorno com menos acesso a equipamentos de saúde”.

Cidades mais vulneráveis devido a escassez de equipamento de saúde:

Barreiras do Piauí
Dom Inocêncio
Coronel José Dias
Currais
Buriti dos Montes
Baixa Grande do Ribeiro
Riacho Frio
Gilbués
Capitão Gervásio Oliveira

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