Campo Maior

Após assalto, Caixa vai ganhar novo prédio.

Usuários campomaiorenses tem se deslocado para outras cidades, como Piripiri, Altos e Teresina, para realizarem operações bancárias. A atividade criminosos também afetou a vida dos funcionários das agências

06/05/2019 19h34
Por: Nichollas Castro
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As agências bancárias do Banco do Brasil e da Caixa Econômica, explodidas em Campo Maior, distante 84 km de Teresina, ainda não funcionam desde 30 de abril. A população precisa se deslocar para outros municípios onde esteja disponível operações de crédito e recebimento de salário.

Segundo Odaly Medeiros, vice-presidente do Sindicato dos Bancários (SEEBF-PI), ao Norte Piauí, usuários campomaiorenses tem se deslocado para outras cidades, como Piripiri, Altos e Teresina, para fazer as operações bancárias.

A atividade criminosa contra os bancos também afetou a vida dos funcionários das agências. Os bancários foram remanejados para outros locais. O objetivo é suprir a demanda das cidades vizinhas, devido à inatividade em Campo maior.

A previsão para que os serviços da Caixa retornem no município é de três meses, enquanto ao Banco de Brasil é de uma semana.

Odaly Medeiros relatou à reportagem, que após o episódio da explosão, o prédio da Caixa deve ganhar uma nova localização. O prazo para a mudança é de três meses. Nesse período, um banco itinerário fica responsável pelos serviços à população.

“O prédio que foi explodido era alugado. Nesse mesmo contexto, uma nova sede já estava sendo construída. Assim, não é compensador restaurar o que foi destruído ou alugar um novo local. Em três meses, as atividades bancárias retornaram para esse novo banco, que ficará localizado no Centro”, explicou.

Segundo o vice-presidente, os danos à estrutura do imóvel do Banco do Brasil não foram grandes. Dessa forma, a expectativa do Sindicato é de que as atividades retornem no mesmo local em pelo menos uma semana.

“O que foi danificado no Banco do Brasil foram partes do forro. Se forem colocada algumas divisórias os serviços podem retornar em pouco tempo”, destacou.

O CRIME

O crime aconteceu na madrugada de 30 de abril, por volta das 1h. A quadrilha usou explosivos para retirar o dinheiro, destruindo o Banco do Brasil, Caixa Econômica e Bradesco. Por causa do crime, a cidade ficou sem as três agências que abastecem a região. O valor roubado não foi divulgado.

 

Segundo o delegado Marcelo Leal, houve danos à estrutura do prédio da Caixa Econômica, a mais afetada pelos explosivos. Teto, caixas, bancadas, paredes e vidros foram danificados pelos criminosos ao tentar subtrair o dinheiro. Há risco dela ser demolida.

“Eles instalaram explosivos em vários terminais [de atendimento], abalando a estrutura do prédio. Então, vai ser interditada”, disse à reportagem.

Acredita-se que entre 12 e 15 homens participaram do assalto. Para fugir, eles usaram três veículos 4×4 e saíram em alta velocidade pelas ruas de Campo Maior. Dois veículos foram encontrados esta semana pela PM. O O primeiro foi resgatado durante confronto em Piracuruca e o segundo, em Batalha.

MORTOS E PRESOS

A Secretaria de Segurança Pública (SSP-PI) divulgou a lista de suspeitos de assaltar os bancos de Campo Maior, mortos em confronto com a PM. De domingo (05/05) até esta segunda-feira (06/05), nove mortes de membros da quadrilha foram confirmadas.

Dos oito identificados, sete eram naturais de Uberlândia, cidade de Minas Gerais, e um era de Teresina, capital do Piauí. Todos são especializados em roubos a banco usando explosivos. Confira a lista dos suspeitos abatidos já confirmado:

  • Antônio Paulo de França, vulgo ‘Paulo Madruga” (de Teresina);
  • Weverson de Oliveira Marçal (De Uberlândia);
  • Anderson de Freitas Brazão (De Uberlândia);
  • Jean Gustavo Silva (De Uberlândia);
  • Tiago Luiz Alves (De Uberlândia);
  • Maicon Humberto de Sousa Nascimento (De Uberlândia);
  • Igor da Silva Lima (De Uberlândia).

Outros cinco supostos envolvidos no assalto já foram presos, mas a investigação segue em sigilo. São eles: Dyego Harmando Cardoso Rocha, Hassan Prado, Emerson Souza Da Silva, Vinicius Pereira Da Silva Junior e Josenverton dos Santos Sousa.

CRONOLOGIA DO CRIME

Segundo Fábio Abreu, secretário de segurança, os membros se dividiram em dois grupos: um seguiu de Piracuruca até Cocal e o outro ficou entre Barras e Batalha. Ontem, cinco suspeitos foram mortos após confronto com a Força Tarefa em Cocal, distante 240 km de Teresina. Horas depois, outros três foragidos acabaram morrendo. A outra parte da quadrilha está escondida na mata entre Batalha e Barras, no Norte do Piauí.

“Eles fugiram em direção à Boqueirão. De lá, foram para Boa Hora e Batalha, onde pernoitaram. Seguiram em direção à Cocal da Estação e retornaram, provavelmente, para Batalha. Nesse percurso, houve o confronto com a PM, que quebrou a logística deles. Um grupo retornou para Cocal e outro fugiu rumo à Barras. Na fuga [para Cocal], eles perderam o controle do carro, mas conseguiram outro e ficaram sem combustível. O outro grupo [para Barras] entrou em uma estrada vicinal, mas ficou atolado. A partir daí, tivemos esses dois grupos à pé no mato. Fizemos procuras por lá e as informações começaram a aparecer’, destacou o secretário. 

Cada um deles portava em média de R$ 10 mil. O dinheiro seria usado para “emergências” durante a fuga. Com o primeiro grupo morto, a Força Tarefa busca capturar os demais membros escondidos entre Batalha e Barras.

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